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O GLOBO
Sábado, 3 de dezembro de 2005

Espelho meu
Eternizar a imagem num quadro está de volta à moda
Suzete Ache

Depois de ficar mais de duas décadas relegado ao ostracismo, o portrait volta à cena com retratos de linhas clássicas que conservam seu glamour ou com linguagem pós-moderna, atraindo o desejo até de adolescentes. Carmen Mayrink Veiga ganhou recentemente quatro retratos para o seu acervo, que inclui um assinado por Portinari, mas adora o que foi pintado por Pedro Leitão. É o novo retro, em plena era da fotografia digitai via celular.

 

Retorno ao furor dos 70's

Nos EUA, pais desejam eternizar a infância dos filhos nos quadros

Deu até no "New York Times": os portraits - retratos feitos por artistas plásticos - são os mais novos objetos de desejo entre os pais americanos, que querem eternizar a imagem de seus filhos em poses que não lembram nem de perto as do século XIX. Jeans e bermudas substituem os blazers e o entorno tem desde walkmen até skates. No Rio, que viveu o furor dos portraits nos anos 60 e 70, o revival é total. Como quem foi rei nunca perde a majestade, Carmen Mayrink Veiga tem atualmente oito em sua coleção.

- Portinari já estava intoxicado pelas tintas quando fez a tela em 1959, este foi o último retrato que ele pintou - diz Carmen, que posou também para Pedro Leitão e Adelson do Prado, em 1969; e Luiz Arthur Jasmim, em 1965, e ganhou outros quatro portraits de admiradores nos últimos tempos.A nova geração, mesmo com acesso à tecnologia de ponta, está curtindo a tendência. Laura, 12 anos, filha do fotógrafo Sérgio Pagano, apesar das inúmeras fotos feitas pelo pai coruja, adorou a idéia e escolheu a artista plástica Susan Malpas para pintar o seu.- Quis fazer uma brincadeira e como Laura adora a Mona Lisa, pintei seu retrato sugerindo isso. E com a vista que ela tem do seu apartamento, com a Rocinha ao fundo — conta Susan, que usou tinta acrílica para o trabalho.

Sobrinha de pintor espanhol se especializou em retratos
Monica Vidal-Quadras conviveu a vida inteira com retratos, pois seu tio, o pintor espanhol Alejo Vidal-Quadras, era o "portraitiste" das celebridades européias.

- Dependendo da técnica empregada, faço um croqui antes ou uso uma foto que a pessoa goste ou tiro eu mesma - explica ela.

Maria Callas foi a inspiração para a diretora de marketing Duda Pereira, que viu o quadro da diva no livro de Alejo.

- Sempre quis ter um retrato. Achei que o resultado ficou lindo - elogia.
A arquiteta Joy Garrido também achou. Tanto que também encomendou o seu à Monica e posou com as filhas.

- Fomos umas três vezes na casa dela. Eram meus momentos de terapia - conta.

A empresária Patrícia Mayer se orgulha do retrato feito pelo pintor Pedro Leitão. Sua intimidade com o gênero vem da infância. Posou pela primeira vez aos 7 anos.

- Acho meu quadro atemporal. Não quis uma "cara" da moda para não ficar datado.

A estilista Cheila de Paula se encantou com os 20 miniquadros que a amiga Helenice Dornelles fez para ela usando técnicas variadas, incluindo paetê e tecidos, cada um remetendo ao estilo de um pintor.

- Não encomendei, mas chorei de emoção durante uma semana. Acho que ela pensou que eu ia morrer, porque eu estava doente na época e ela quis me fazer uma homenagem - conta ela.

Colaborou Roni Filgueiras


 

Jornal A Voz da Serra
06/jul/2005
Coluna Em Foco
David Massena

Arte

Monica Vidal-Quadras é uma artista cujos interesses variados lhe vêm expondo a diversas tendências e experiências dentro do mundo das artes e das artes aplicadas.

Depois de uma formação acadêmica, pela Parsons School of Design, cursou paralelamente Desenho de modelo vivo, Objetos e Espaço, e Pintura.

Em 1989 se estabeleceu na Espanha, participou do ateliê do pintor retratista Alejo Vidal-Quadras e, em 2003, se inscreveu na Art Student's League, em Nova Iorque, com professores renomados como Oldrich Teply e Michael Burton.

Depois de mais de 15 anos fora do Brasil, participou da Casa Cor em 2004.

Desde o fim de semana, Monica apresenta seus trabalhos no Restaurante Viva Rô, em Mury.

Ótima oportunidade para quem aprecia obras de arte.


Jornal O GLOBO - 23/jun/2005
Coluna Abalo
Scarlet Moon de Chevalier

Mostra

As pessoas de espírito livre são o público-alvo da pintora Monica Vidal-Quadras, em sua exposição BisTropical, da Chácara Tropical, em frente ao Itanhangá. As aquarelas e os óleos, em clima zen, ficam em cartaz até o final de julho.


Monica Vidal-Quadras

LE PROGRESS - 30/jan/2003
Meeting a painter

Club Hervé is dedicated to promoting artists. During one of its sponsored shows, when paintings are exhibited, Monica Vidal-Quadras exposed some of her work at Maison de la Rencontre, in Ecully, Lyon.

Monica enjoys talking about her work. This young artist has double cultural roots. Born and raised in Brazil, she lived several years in Spain, land of her ancestors.

Today living in the area, she remains very attached to her origins. In New York she studied architecture. In Madrid she practiced architecture along with decorative painting on commission. After Paris,  she  moved

to Marcilly d’Azergues where she went back to her brushes to prepare the exhibit.

From one continent to the other, Monica carries her emotions with her and her talent.

She experimented with different painting techniques. But it is oil painting that she most enjoys because of its consistency, which lends depth and volume to the work. The artist uses other media to give different dimension to her painting. Her painting reflects periods of her life and places where she lived. She allows her memories of landscapes to inspire her current work.

She guides the visitor towards dunes where water only falls during rainy season, and is preserved in pools through the drought season. “I did went to Brazil to visit this very special dune region”, she says explaining that she works always follow a guideline. « I need this to tell a story ». The artist points out that this mode was already present when she worked in architecture. « I needed to feel myself in the environment. It is the same with painting ».

A new challenge

This thread that guides her, is not more not less than her life. This coming and going from one continent to another, from one country to another, from one culture to another, from one language to another, reflects in her paintings. « I love movement » she says. It can be explosive when she loses her bearings.

She chose to work on Bulls as a theme. The strength that comes from the animal she painted not in a combative expression but peaceful, reflects the energy she had to engender to face difficulties in her life. The animal’ still position contrast with the background, where the blasting strong colours, evoke the “Corrida” movement.

«This bull has no wish to kill. It has a humain look”. Says the artist.

Monica turns away from the bull to see new perspectives : « Born into a family of portrait painters, my uncle, Alejo, was a portrait painter of international rename. It’s important for me to work on portraits. It’s a new challenge».

JEANNE PAILLARD
Contact: Monica Vidal-Quadras
Site internet: www.monicavidalquadras.com